sábado, 19 de maio de 2012


Que toda poesia sangre... Diante do homem que chora,
Que toda criança se revolte... Quando a maturidade os tornar céticos,
Que todo amor se rebele... Quando os homens perderem-se dentro da monotonia,
Que as terras desse mundo diluam-se em poucas lagrimas... Quando não houver carinho,
Que o tempo desapareça... Quando medirmos nosso silencio,
Que a religião se desfaça... Quando metodizar os corações,
Que reiterem os corações... Daqueles que tomam o mundo apenas para si,
Que compreenda a mediocridade... Quando o silêncio a sucumbir,
Que compreenda o poeta... Quando inútil parecer viver.

Outras linhas...



No exato instante, pus a prova minha poesia...
Questionei o silêncio e debrucei-me soberano sobre a razão.
Menor que o mundo ou totalitária parte dele.

Percebi que se houve Deus quando absoluto o silêncio,
Do tipo que não se houve som algum vindo do peito,
Com os ouvidos imersos em água não ouvi sequer meus pensamentos.

Diluí-se como sal em água, suportando o mundo as lembranças...
Que por ironia seria enquanto eu menor, maior que o mundo.
Dementar-se, enquanto a vida ocorre por fora a beira de um distúrbio filosófico.   



sábado, 5 de maio de 2012

Explosions in the sky


















E no farto dia meus pensamentos me impendem de continuar nesta monotonia,
Senti-me estranho, buscando sozinho o silencio de Deus...
O universo em falta desceu e transformou-se em nostalgia,
Esses passados viventes e constantes absolutamente dá-me sentido.
Quando se perde em solidões, pensamento num futuro mais bonito...
Essa droga de destino não combina... Como poderia o futuro saber de mim?
Se no momento em que contento a noite... Remendo o medo... E um pouco de saudade.

Firme, dizer-me com carinho que não suporta este teu vazio, sabendo...
Incessantemente que teu riso recria finalmente este dia.
O vento deste dia preenche repentino, distribui o passado sobre meu corpo
E cada centímetro desse monte humano de ser, já não pertence a este tempo...
Desvenda neste instante as bobagens passadas... Finalmente esquecer,
Ouvi dizer que teu garoto quando pequeno chorava... E como homem pergunta:
"Não entendo, eu esqueci como chorar?... Mas dói do mesmo jeito".


sexta-feira, 4 de maio de 2012






















Nesses dias foram todos os dias,
Não deixei o tempo ir e o silêncio modificou-se...
O sono sequer deixou-me dormir,
Dentro daqui, a poesia implora para não ceder e cair.
Se necessário possa ser que a vaidade me tome de mim...
E mesmo assim a noite não me é escura.
Eu não vi o bastante para dizer que é hora de esquecer,
Parece fácil não entender... Para tantos fácil demais.

As poesias como oração pouco são ouvidas...
E Deus pouco compreende o porquê do “não”.
Se qualquer escreve tolices insistentes...
Este mundo o abraça com mais mãos do que tens.
E o homem que com firmes olhos desmente o tempo...
Percebe que estes dias mais do qualquer outros,
São dias que tua rara poesia necessita.
Incrédulo, destes dias imagino...
Neste mundo há muito silencio,
Tanto, mas tanto barulho...
E pouca coisa a ser ouvida.

( Hugo Bessa )

terça-feira, 17 de abril de 2012




Fez sentido existir... Por tempos perenes.
Ausência,  junto as gotas de chuva para o novo amanhecer,
É estranho acordar junto a devaneios...
Enquanto dormia o mundo acontecia... Perdido na subconsciência,
O silencio repete constantemente a saudade de outros tempos...
Portanto saudade, daquelas que o mundo congela...
E o tempo eterno se esconde.
Se em um instante pudesse desmembrar as lembranças
E pô-las em uma prateleira onde se guarda inícios e finais,
Colocaria tudo que não vivi em papeis,
Daí eu saberia se minha vida foi melhor do que a que queria.

sexta-feira, 13 de abril de 2012



E meus dedos tecem as palavras,
Não muitas, mas tanto quanto meu coração pode dizer.
O aparente e repentino, em nossos olhos são desconhecidos
E nenhum futuro inebriante distinguiria quaisquer sutilezas de ser.
E os instantes são em apreços... Simples instantes
Não mistificados... E por assim ser, lembrados.
Esse tempo pouco... Teria o tempo tamanho? Tempo para o tempo?
A receita de induzir palavras gentis
E os poucos sorrisos que me veio sorrir.
      O alivio dos breves minutos a não passar sozinho...
      O tempo em silencio, mas... De que falavas o silencio?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pressentir... Como alento meigo um riso teu.



Portanto escolhi estar...
Contido num riso teu, desses que o tempo sorrir junto aos olhos meus.

O acaso portanto parece destinado, destinado...
Aos passos desvairados em que reparto um pouco do jeito seu.

Porque me encontro insensato, sem entender para onde ir....
Mas abstrato deixo partir qualquer que seja o retrato esquivo de mim,
Para que instantâneo desmonte esboços felizes de ti...

Ah! Como é bom te ver sorrir... 
Mesmo que depois parta para alguns distantes lugares onde meus olhos não alcançam...
Porém minha mente planeja repetir teu jeito meigo de ser quando olhas...
Quando me olha gentil. 

Demarco com pedaços de mim esses serenos abraços...
Que surgiram destinados ao acaso de te encontrar onde pouco sabíamos...
 Como tempo lidaria até que as lembranças de tudo me tomassem, como essa poesia.


Poesia dedicada a delicada Rayane Sley *_*

(Hugo Bessa)